ADORAÇÃO
"Meu
Deus! Eu creio, adoro, espero e amo-Vos. Peço-Vos perdão
para os que não crêem, não adoram, não
esperam e não Vos amam".
Adoração
significa enclinar-se profundamente em sinal de extremo respeito,
amor e desejo realizado, que aproximando-se de Deus, é
tomado por sua presença santa e temível, sua beleza
indescritível e sua irresistível suavidade. “Rendei
ao Senhor a glória do Seu nome, adorai ao Senhor no esplendor
de Sua santidade” (Salmo 28, 2).
Adorar, é um ato de fé, um ato muito profundo de
submissão de todo nosso ser, corpo e alma, espírito
e inteligência àquele de que dependemos radicalmente
para toda nossa vida. “O Pai busca adoradores em espírito
e em verdade” (Jo. 4,23).
Devemos
adorar na sinceridade de nosso desejo e coração.
Não é de sentimento superficiais e vagos que o Pai
está em busca quando procura verdadeiros adoradores, mas
de verdade, de nosso ato de fé. A verdade da adoração
nos faz também descobrir o nosso nada diante de Deus, diante
dessa verdade que só Deus é. Há também
em Deus uma atitude que corresponde à nossa adoração,
seu extremo respeito por sua criatura. Ora, adoração
atinge a Deus no seu coração misericordioso. O Pai
não força ninguém a adorá-lo e a amá-lo,
mas espera e busca verdadeiros adoradores.
O
Salmo pode se tornar uma resposta amorosa ao Senhor, um reconhecer
que Ele nos conhece profundamente a uma resposta ao seu amor.
“Senhor, vós me perscrutrais e me conheceis, sabeis
tudo de mim quando me sento ou me levanto, de longe penetrai em
meus pensamentos...” (Salmo, 138).
O
Pai procura adoradores em espírito e em verdade, porque
deseja que seus filhos se alimentem de sua vontade e seu amor.
Mas para fazer a vontade do Senhor, para entrar em seu plano de
amor por nós em tudo e a todo momento, é preciso
renunciar à nossa vontade própria.
“Quem
quer ganhar a sua vida, a perde, e quem a perde, a salva”,
diz Jesus. Esta é uma das primeiras exigências da
adoração. Para nos preparar para adoração,
temos que renunciar a toda agitação que nos desvia
do essencial, que nos faz sair de nós mesmos. É
preciso que nos demos à adoração com determinação.
Nossa Senhora nos revela verdadeiramente de um modo profundo o
que é a adoração, quando diz: “Eis
a Serva do Senhor, faça-se em mim segundo a tua palavra”
(Lc. 1,38). Ela exprime aí sua adoração perfeita,
isto é sua submissão a vontade de Deus.
A
adoração eucarística é realmente o
lugar do Maranathá da Igreja, começado na Ascensão
e que terminará quando o “último inimigo for
abolido: a morte... e aquele a quem todas as coisas terão
sidos submetidas, o Filho então submeterá aquele
que lhe submeteu todas as coisas, afim de que Deus seja tudo em
nós” (I Cor. 24, 50-51).
“Corramos com perseverança para o combate que nos
cabe, com olhar fixo no olhar fixo e consumador da fé,
Jesus” (Hb. 12, 2).
No dizer de são João da Cruz, é “noite
escura” que lentamente se revela a quem totalmente Ele se
dá em reserva. É bom caminhar, buscar... nunca parar
diante das dificuldades. Saber percorrer desertos e montanhas
na busca da luz que se faz dentro de nós.
“Aquele que me ama, será amado por meu Pai, e Eu
o amarei” (Jo. 14, 21).
“Meu Senhor e Meu Deus” (Jo. 20,28)
Vinde,
adoremos ao Senhor!. O Maranathá tem a alegria de convidar
você para passar junto esse momento tão especial.
Venha adorar Jesus conosco!